' Camila, por Camila.

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Citando Clarice já de início, diria que 'minha alma tem o peso da palavra nunca dita.' Com um pouco de ousadia diria ainda que 'a palavra é meu domínio sobre o mundo!' Mais! Diria que sou compulsiva com coisas que gosto, como livros, filmes, séries, fotos, entre tantas outras. Gosto de muito mais coisas do que não gosto. Sou facilmente conquistada, e não sou tão fácil de desconquistar. Para escrever, me considero muito mais subjetiva, na vida muito mais objetiva. Posso dizer que amo, amo os amigos, os que me amam, e mesmo os que não amam. Mas, me assusto com o amor, acho o amor forte demais, grande. E não sei lidar muito bem com ele. Tenho medo de amar e magoar, de ser amada e magoada. Tenho medo de tanta coisa... Sou aquela que quer decidir o que fazer da vida e quer fazer isso direito. Aquela aspirante a Historiadora e que gosta muito, mas sempre tem um pouco de dúvida. Mas, falar de si mesmo é parcial demais, deixo para os que me conhecem e ainda assim me compram! Por Camila.

sábado, 20 de novembro de 2010

Minhas Preciosas . . !

P/ Ana Paula, Nanda, Mari e Máh.

Estive pensando nas várias coisas que aconteceram comigo, nesse ano. E decididamente, eu concluí que vocês foram muito mais que especiais e fundamentais pra mim.
Me sinto muito estúpida, por não enxergar antes em vocês o que eu enxergo hoje. As meninas lindas, e amigas que vocês são, que fazem minhas manhãs muito mais divertidas. O fato de me apoiarem quando eu mais precisei, de estarem comigo e me divertirem demais! Hoje vejo cada uma de vocês, de um jeito tão especial, mesmo que tenham lá seus defeitos, seus dias de cão, suas manias insuportáveis, por vocês dá pra suportar.
Não é que eu também não tenha, meus dias, minhas manias, meus defeitos, mas estou aqui pra falar de vocês, e não de mim, então dessa vez eu escapo. :)
Cada dia que passo com vocês descubro que sou tão irritante quanto vocês, e descubro que pego as manías de cada uma. São vocês que me aguentam nos meus piores dias, e que me fazem rir horrores. Juntas que comemos como gordas loucas e depois conversamos até esvaziar um pouco.
Queria agradecer muito, por cada dia com vocês, por cada lanche, cada almoço, cada conversa, é tudo tão especial, e eu vou sentir muita falta disso, quando não mais tiver vocês ao meu lado a cada dia.
Acho que isso é necessário, essa mudança de etapa, mas eu quero vocês comigo, sempre. E não só como uma lembrança de escola... Vocês são muito mais que isso!
Adoro muito, vocês quatro. ♥



PS: Na foto Máh, Eu, Mari, Nanda, Ana Paula e as Panteras. Dia do Trote de Criança, do terceiro ano.



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Eu espero..

Só espero ser lembrada, lembrada pelo que que fiz,
e talvez pelo que quis fazer.
Espero ter tempo de fazer o que ainda não foi feito,
e espero acima de tudo que eu faça direito!
Quero ter a sorte de não pensar em mais nada quando for a hora,
e ter a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida,
já disse Cássia Eller.
Quero mergulhar sem saber a profundidade desse abismo,
deixar de temer o imenso e amar ao outro sempre e com muita intensidade.
Espero viver pra ver as pessoas se amarem, e espero que elas se amem, de verdade.
Quero ver toda a sinceridade das pessoas,
sem falsidades, sem meios-termos, quero "sim" ou "não",
mesmo que com um charminho.
Quero que se lembrem que eu desejei tudo isso,
desejei não me iludir mais, por que eu sei que não é bom,
desejei amar, amar e amar ainda mais.
Desejei viver de amor, e amar o tempo inteiro,
e que todos se amassem dessa maneira.
Não! Não haveria ódio, rancor, inveja, egoísmo ou raiva, saberíamos dividir.
E quem diz isso é uma pessoa muito egoísta e ciumenta.
Espero que saibam que eu estive presente em muitos lugares,
mas apenas em alguns me senti bem.
Espero que desejem o bem como eu desejo,
e façam o bem, sem olhar a quem.
Espero que as pessoas nunca se iludam,
e não sofram se iludirem-se.
Espero que todo o bem que você deseja volte pra você,
e que todo o amor que você sinta seja recíproco.
Espero que vocês sejam amados e que sejam amados de verdade.
E com toda a intensidade que tenham direito.
Que o amor seja muito mais do que um simples sentimento, na vida,
que ele seja o melhor, e o maior deles.
"Desejo que você tenha a quem amar!"
E que essa pessoa ame você também,
espero que sejam felizes, se comprometam e nunca sofram sem necessidade.
Mas, eu só espero,
e nada mais faço além de esperar, sempre e sempre, esperar.
Espero também que isso tudo, um dia seja verdade, e que além de esperar, eu tenha alcançado.
Então, acho que as coisas seriam, pelo menos um pouco melhores.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Homens... Mas só os errados!

Ela andava timidamente ao lado da amiga ao entrar no lugar. Não se sentia super produzida para aquela festa, na verdade quase nunca se sentia muito bonita ou arrumada. Não se considerava uma pessoa muito atraente, se julgaria normal, se alguém lhe perguntasse o que ela achava de si mesma. Nem bonita demais, arrasando corações e nem muito feia, a ponto de não atrair ninguém, ela se considerava na média, num meio termo, em cima do muro, como muitos dizem. Ela tinha um dom, que não era um dos melhores, tinha o costume de atrair homens que não prestavam, só não sabia reconhecê-los, não antes de beijá-los.

Sua amiga, Eloíse, era do tipo falante, com seus seios fartos naquele decote, sentia que poderia dominar o mundo, ou pelo menos, o mundo masculino. Eloíse andava na frente descontraída e ela vinha logo atrás, tímida e mais lenta, porém com postura e cheia de equilíbrio naquele salto, que não era tão alto.

O lugar ainda não estava cheio, mas, todos ali presentes se viraram para observá-las, quando elas entraram. Ela focou no primeiro rosto amigo que viu, e andou até um grupo de pessoas, que estudavam em sua escola. As duas foram muito bem recebidas por aqueles que ela já conhecia. Exceto por um rapaz, que se apresentara rapidamente a ela, quando ela chegou. Ele era simpático, e conseguiu fazê-la rir várias vezes com o que dizia. Não que isso fosse difícil, ela riria de qualquer coisa pelo menos um pouco engraçada que você dissesse, mesmo sem querer. Pediram a primeira bebida, e conversaram todos sobre assuntos distintos. Nessa hora, ela ainda não sabia, mas estava prestes a conhecer mais um, na sua lista de "errados".

Mais pessoas chegaram, entre essas pessoas, seus amigos da escola, todos homens! Era com os homens que ela melhor se comunicava, e não com segundas intenções. Ela via em cada um dos rapazes, a sinceridade de um amigo verdadeiro, sinceridade essa, que não conseguia ver em muitas das mulheres com quem convivia. Ela sempre soube que existiam vários tipos de homens, alguns certos, alguns razoáveis e outros errados, falando resumidamente. Ela sabia também que alguns de seus amigos, exemplificavam o tipo errado de homem, mas se você perguntasse a ela, ela te responderia sorridente: "O Fulano? Ahh! Ele é uma gracinha!" E provavelmente diria o quanto são amigos, e conversam sobre as coisas. E ela não o faria por maldade, simplesmente não se lembraria, de um dia quando conversavam, e ele falou horrores de uma garota, só porque ela não quis ir com ele a uma rua deserta, ou quando ele falou dos seios pequenos de uma menina com quem ficara em um show. Ela só se lembraria do quanto ele era fofo quando ela precisava de ajuda, só se lembraria do jeito sincero que ele falava sobre tudo.

Talvez fosse por isso que ela sempre encontrava o seu tipo errado de homem, nas festas aonde ia. Muita gente lhe dizia que ela procurava o cara certo, nos lugares errados, mas ela não sabia onde era o certo, e mesmo se esforçando, não tinha ideia alguma de onde estavam os homens certos. Estava se divertindo naquele dia, como não se divertia já há algum tempo, o papo de seus amigos sempre a agradava e divertia.

A essa altura do campeonato, Eloíse já estava socializando com todos os rapazes da festa, e com algumas mulheres também. Eloíse conversava com todos, e teimava em repetir que não estava bêbada. Sentindo o álcool agir também em sua corrente sanguínea, a garota já não era mais tão tímida, não que o fosse com os amigos, mas limitava seus comentários.

Agora já se sentia a vontade, para falar e até dançar. Dançou com um de seus melhores amigos, o Lukas, e algumas garotas da escola a olharam, surpresas. Quem a visse na escola, jamais imaginaria que por trás das boas notas e dos amigos não-populares, existisse uma pessoa que dança, e não totalmente mal. Deu início ao seu momento de fotografias, tirando fotos com Lukas, e tiraram muitas, não ficando satisfeitos com nenhuma delas.

Foi nessa hora que ele voltou, aquele garoto, que havia se apresentado assim que ela chegara, queria tirar uma foto com ela. Que mal teria? Ela deve ter pensado nesse momento. Mas, na hora da foto, várias pessoas se juntaram na frente dos dois, tampando-os da câmera, que a essa altura não via o que estava acontecendo. Ela sentiu a mão do rapaz, segurar o seu ombro, e em seguida puxar seu rosto na direção do dele. A boca dele molhava a sua bochecha e ela tentava afastá-lo de si com as mãos. Ele insistiu por mais alguns instantes e em seguida, ela saiu dali, após se livrar daqueles braços.

Encostou-se ao balcão perto de onde se encontrava e respirou profundamente, acalmando o seu coração que batia num ritmo frenético, assustado. Esse foi o primeiro sinal de que ele era o cara errado, só que ela não percebeu. Não contou a ninguém o ocorrido e continuou curtindo a festa e conversando com seus amigos.

Até que num momento em que estava sozinha, ele voltou a lhe procurar. Pediu desculpas pelo jeito como havia a agarrado, foi simpático, fez elogios, como qualquer babaca pode fazer. E em seguida fez o seu drama, aquele de quem diz:

"Se não quiser, tudo bem."

Esse foi o segundo sinal, e mesmo assim ela não enxergou, quando ele parou o drama, e mais a elogiou, ela acabou deixando que ele a beijasse e correspondeu ao seu beijo. Beijaram-se por algum tempo, um beijo que não a envolvia, e nem despertava qualquer sentimento nela. Separaram-se, e cada um voltou a curtir com seus amigos.

Ela o via sempre fazendo piadinha com as mulheres, ou dançando ousadamente com elas. E esse, adivinha? Esse foi o terceiro sinal, também ignorado por ela. Quando ficaram de novo, um pouco mais tarde, estavam sentados em uma mesa sozinhos, e após se beijarem pela terceira vez, ele ficou em silêncio. Ela também não falou, e então ele olhou-a, com um olhar completamente vazio e como se fosse totalmente normal, perguntou:

"Vamos pro motel?" Ele sorriu em seguida, e ela olhou-o, totalmente descrente do que tinha escutado. Certo, talvez isso seja normal pra algumas pessoas, mas não pra ela. Pra ela isso estava longe de ser normal. Eles se conheciam há no máximo cinco horas, se beijaram três míseras vezes e ele estava convidando-a para um motel? Balançou negativamente a cabeça e encarou-o se levantando da cadeira.

"Acho que me enganei sobre você, e você sobre mim." Falou, já de pé e saiu dali, voltando a se sentar com seus amigos, que conversavam. Permaneceu em silêncio, e se assustou levemente ao sentir a mão de Lukas na sua.

"O que você tem?" Ele perguntou, soltando a mão dela ao ver que ela tinha se assustado. Ainda a observava, mas ela limitou-se a balançar negativamente a cabeça ali na mesa.

"Não é nada.." Ela respondeu num sussurro, apertando levemente a mão dele e soltando-a em seguida. Ficou ali, observando seus amigos por mais algum tempo, até que sua vontade de ir ao banheiro foi maior que sua preguiça, e ela foi até o banheiro feminino.

O banheiro estava vazio, ela entrou, respirou e só então foi fazer o que queria, seu demorado xixi. Levantou a calça jeans clara que vestia, e abaixou a blusa preta, abrindo em seguida a porta do banheiro. Ainda olhava para a própria roupa, mas quando levantou o rosto, não gostou muito do que viu. Ele estava ali no banheiro e agora a empurrava de volta para o box de onde ela saía. O homem errado novamente atacava. Por sorte, ele não era tão forte, e nem muito alto. Sua primeira reação foi de empurrá-lo para longe de si, e sair dali. Ele a encarou após ser empurrado, visivelmente ofendido.

"É assim que você me trata?" Perguntou de um jeito, que se ela não fosse à vítima ali, sentiria pena, mas o fato era que quem estava sendo agarrada no banheiro era ela mesma, e ela não achou a menor graça, pelo menos, não na hora.

"É assim que você me trata?" Ela perguntou grosseiramente, dando ênfase ao você quando o disse e antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, saiu dali voltando à mesa dos seus amigos. Aquela foi à hora em que ela notou que ele era um dos muitos caras errados que andavam por aí, e foi só a partir dessa hora que ela passou a ter nojo dele, e de todos os outros errados que já haviam passado por sua vida. Ela se sentiu mal, por tê-lo beijado, mas ainda sob o efeito do álcool, limitou-se a esquecer. Pensou que na próxima vez, saberia diferenciar o cara certo do cara errado, e não mais se sentiria assim. Não sei se ela ainda atrai os caras errados, mas, ela com certeza, merece alguém melhor que eles. Sua amiga Eloíse, também se decepcionou após beijar um errado, mas, ela ainda se diverte com eles, sabe-se lá como.



sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sentimento.

Alinhar à direita Ela estava sentada na varanda... Pensando. Observava os carros passarem velozes logo ali, na rua. Sua perna balançava automaticamente, sem que ela nem notasse e as luzes da rua embaçavam seus olhos, enquanto ela pensava. Não sabia exatamente em que pensar, mas, conseguia imaginar perfeitamente a cena. Ela via um carro, parar ali e de dentro dele descia um casal. O homem abriu a porta para que a mulher saísse e a mulher, a mulher era ela mesma. Ele fechou a porta do carro e parou observando-a com atenção, enquanto ela ajeitava a bolsa no ombro.
A garota, apesar de conhecê-lo há tanto tempo, ainda sentia-se nervosa em sua presença, e sempre que assim se sentia, mexia nos cabelos, afastando-os do seu rosto e colocando-os atrás da orelha, apenas de um lado, o direito. Era sempre assim... E quando falava apressada ou quando se sentia envergonhada ao falar, gesticulava com as mãos sem nem se dar conta do quão cômico isso era. Ela sorriu ainda de maneira nervosa, enquanto olhava o rapaz.
Às vezes se sentia tola, mas, não conseguia não olhá-lo assim quando estavam juntos, e sempre se pegava observando-o tranquilamente. Fosse quando ele estivesse almoçando, ou assistindo a uma série na TV, lendo um livro, ou apenas ouvindo música, ela sempre queria olhá-lo, observá-lo, admirá-lo. E ela o admirava tanto, por sua beleza, por sua inteligência, pelo seu jeito carinhoso de perguntar como ela estava, ou por qualquer outro motivo que ela enumeraria, se você pedisse. Essa admiração não deixava que ela parasse de olhá-lo, e nem de sorrir de um jeito tão bobo quando o fazia.
Ele segurou o seu rosto com delicadeza, de um jeito que só ele sabia segurar e puxou-o pra perto do seu da mesma maneira, beijando seus lábios que ansiavam por aquele beijo. Seus beijos eram sempre quentes, por mais inocentes que fossem, faziam queimar o corpo todo, de um jeito bom. Tanto pra ele, quanto pra ela, era sempre assim, mesmo num selinho demorado ao desejar bom dia, eles se amavam de um jeito de dar inveja. Quando eles se beijavam, sentiam borboletas no estômago, e quem olhasse de fora, podia ver as faíscas apaixonantes que eles emanavam.
As mãos dela afagavam seus cabelos enrolados e negros, carinhosamente e ele adorava quando ela o fazia. Sentia os pêlos da sua nuca se arrepiarem ao menor toque dela, e pra ele era impossível deixar de sorrir quando estava juntos. Às vezes quando brigavam, ou discutiam por algum motivo, o que raramente acontecia, ele começava a sorrir, enquanto ela falava nervosamente e em seguida os dois riam divertidamente de si mesmos.
O amor deve ser isso, ou isso estava bem perto de ser considerado amor. Eles eram perfeitos ao olhar dos amigos e das famílias. Mas, sabiam que não era assim, não eram perfeitos e estavam longe de ser, mas o amor não é mesmo a perfeição. O amor é o imperfeito, definitivamente. O perfeito soa fútil, material, vazio. O imperfeito lembra amor, o erro e as tentativas de acertos, a vontade de agradar o outro, o jeito, cada um do seu jeito, o carinho, a união.
Seus rostos se afastaram e seus olhos se abriram preguiçosamente ao sentirem o beijo chegar ao fim. Eles se olharam nos olhos com demora, com seus rostos ainda próximos um do outro, sentiam o coração bater acelerado, como sempre, mas, não se acostumavam com isso. Era uma sensação boa demais pra eles, a sensação de estarem completos. Ele acariciou carinhosamente o rosto da garota com a ponta dos dedos e deixou seus lábios tocarem levemente os dela, sorrindo com afeto em seguida.

"Eu queria ficar com você hoje." Ele sussurrou com os lábios ainda próximos dos dela, fazendo com que ela sorrisse de um jeito muito alegre. Ela acenou positivamente com a cabeça, ainda em seu sorriso e manteve seus lábios próximos dos dele.

"Eu sempre quero ficar com você." Respondeu no mesmo tom sussurrado e apaixonado, acariciando sua nuca, e vez ou outra os cabelos do rapaz.

Talvez eles exalassem luz, talvez apenas se amassem mesmo, mas era real, tão real... Ele segurou as mãos dela e continuou olhando nos seus olhos. Atravessou a rua e andou ao lado dela até a porta de sua casa, onde parou, sem soltar suas mãos.

"Dorme bem e sonhe com os anjos, meu amor.." Ele falou baixo, mas mais alto que um sussurro. Puxou o corpo da garota pra junto do seu e a abraçou, sentindo as mãos dela segurarem suas costas, enquanto ela se apertava naquele abraço.

"Vou sonhar com você." Ela disse distante, ainda abraçando-o e completou rapidamente. "Você é o meu anjo." Ele sorriu abertamente ao escutá-la e afastou seu rosto do dela, beijando seus lábios, com mais urgência dessa vez.

Ela segurou o rosto do rapaz entre o beijo, acariciando-o e sentiu aquele beijo tão bom acabar. Ela selou ainda seus lábios, rapidamente e eles se olharam ainda por um longo momento.
Nunca queriam se separar, mas, naquele dia a vontade de ficar junto era maior nos dois. Ambos queriam se sentir por toda a noite, sentir o cheiro um do outro, bem perto.

"Eu amo você." Ela sussurrou, observando-o e sorriu ao vê-lo sorrir. Segurava suas mãos de novo, e não conseguiam parar de se olhar.

"Eu também te amo." Ele respondeu ainda sorrindo, e ela fechou os olhos, respirando profundamente, para inspirar o perfume bom que vinha do corpo dele. Eles soltaram as mãos e ele lhe deu ainda um beijo rápido, antes de ela andar até a porta de sua casa e abrir a mesma, observando o rapaz. Ele entrou no carro e acenou dali, antes de ligá-lo e esperar que ela entrasse, foi embora em seguida. Naquela noite, ela dormiu muito feliz, sentia tanta felicidade, que ficava inquieta, mesmo dormindo.

De manhã o telefone tocou, não era quem ela esperava que fosse... Não era o seu amor... Era a mãe dele, e era ela quem dizia que a garota não mais escutaria a voz daquele, que por tanto tempo a chamou de amor. Aquela voz que tinha seu jeito especial de falar, ela não mais ouviria. Aquele olhar que mexia com ela como nenhum outro, ela não mais veria aquele olhar. Aqueles sorrisos tão carinhosos, sempre direcionados a ela, nunca mais seria. Nunca mais sentiria o toque daqueles abraços, abraços que só ele sabia como eram. Abraços que protegiam de um jeito, que era doloroso se soltar. Ela se perguntava por que essas coisas aconteciam assim, não conseguia aceitar que ele não ligaria naquela manhã, desejando-lhe o bom dia de todos os dias.
Quando recebeu a notícia, ficou estagnada, física e mentalmente, não conseguia pensar em nada, só se lembrava da voz dele, e do que ela estava dizendo. Não sabia se estava chorando, não estava sentindo nada, nada além de uma tristeza absurda, e uma certeza de que o mundo era mesmo injusto. Tempos depois, não se lembrava de como tinha sido o funeral, não se lembrava da maneira como se comportou, naquele dia, ela só enxergou o seu anjo, e ele estava tão bonito, ela sentia as mãos dele enxugando suas lágrimas, e só assim descobriu que estava chorando.
Depois daquele dia, o amor não foi mais o mesmo, ela também não, seus sorrisos não eram tão felizes sem os dele, mas ela sempre o sentia perto. E por todo o tempo em que viveu, ela rezava para o seu anjo, e seu anjo zelava por ela a cada dia de sua vida. Um amor imperfeito, que durou por quanto tempo um amor pode durar, por toda a vida, ela foi o amor da vida dele, e ele foi o seu anjo, além de seu amor.

Por, Camila Neves Figueiredo. Escrito em 4 de novembro de 2010.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

É estranho como algumas coisas acontecem...
Mesmo que esteja tudo bem,
sempre há algo
sobre o que queremos reclamar.
Mas, de que adianta se lamentar?
Se no fim das contas, tudo fica como tem de ficar.
Por, Camila Neves Figueiredo. Em 24 de março de 2010.

PS: Preciso escrever o meu discurso para a formatura, vou ser oradora da minha turma. Achei que ia ser fácil, mas agora que sentei pra escrever não consigo pensar em nada significativo demais pra dizer. Pensei em ser diferente e inovar, mas o clichê sempre me atraiu demais. Não sei sobre o que devo falar, ou se vou falar mal, estou bem nervosa com isso e, é! Desabafo! HAHA. Idéias?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Verbalize

Por, Camila Neves Figueiredo.
Sentir-se só em meio a milhões...
Sentir que falta alguma coisa.
Olhar para o nada,
e ter vontade de pensar.
Pensar na vida e ouvir o coração chorar.
Querer sorrir e não ter motivo algum.
Imaginar coisas que jamais acontecem.
Iludir-se!
E logo em seguida se sentir tola.
Corresponder a ações...
que não lhe foram direcionadas.
Sonhar o seu faz de conta pessoal,
que jamais irá acontecer.
Tentar não sentir...
Concluir que é impossível.
Jurar que nunca mais acontecerá,
e se odiar por tal mentira
no minuto seguinte.
Chorar sem um motivo específico,
por mais frustrante que isso seja.
Dizer que tudo será deixado de lado,
mesmo sabendo que não é bem assim.
Jogar tudo pro alto...!
E pegar no ar antes de cair, por medo.
Abrir a mente para coisas diferentes,
por mais complicado que isso possa parecer.
Definir o indefinido,
por mais contraditório que isso lhe pareça.
Causar estragos irreparáveis a alguém...
por mais que isso sôe maléfico.
Parar de sonhar,
com o que poderia ter sido... mas não foi.
Deixar de viver
com base no que pode ser.
Fazer do seu jeito!
Não importa o quê... e nem como!
Olhar apenas o que lhe foi proposto,
sem suposições!
Amar apenas o concreto,
e deixar que o incerto, se acerte!
Viver de um jeito bom,
pra no final morrer!


PS: Escrevi isso numa fase meio depressiva, no começo desse ano, quando estava meio desiludida com as coisas. Mas, relendo-o hoje, concluí que muita coisa do que está aí ajudaria muita gente, que conseguisse colocar a teoria em prática.
Porque é aquela coisa. "A teoria é fácil, mas na prática a teoria é outra!" E a outra costuma ser mais difícil.
Se eu tiver leitores, comentem se discordam, concordam ou qualquer coisa.
Espero postar o "Socialização 2" em breve. E alguns contos de "Conversas de Ônibus". Aguardem!

Top 10 da Semana.

  • 1º Músicas - Marcelo D2, Los Hermanos, Chico Buarque
  • 2º Livros - Leite Derramado
  • 3º Pessoas - Eduardo, Pedro, Jessyca, Leka
  • 4º Filmes - Sociedade dos Poetas Mortos
  • 5º Séries - Star Trek, One Tree Hill
  • 6º Comidas - Pizza
  • 7º Poema - Poema de Sete Faces
  • 8º Bebidas - Fanta Uva
  • 9º Lugar - Casa do Eduardo, Pizzaria
  • 10º Pensamento - "Iaiá, se eu peco é na vontade de ter um amor de verdade, pois é."
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