' Camila, por Camila.

Minha foto
Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Citando Clarice já de início, diria que 'minha alma tem o peso da palavra nunca dita.' Com um pouco de ousadia diria ainda que 'a palavra é meu domínio sobre o mundo!' Mais! Diria que sou compulsiva com coisas que gosto, como livros, filmes, séries, fotos, entre tantas outras. Gosto de muito mais coisas do que não gosto. Sou facilmente conquistada, e não sou tão fácil de desconquistar. Para escrever, me considero muito mais subjetiva, na vida muito mais objetiva. Posso dizer que amo, amo os amigos, os que me amam, e mesmo os que não amam. Mas, me assusto com o amor, acho o amor forte demais, grande. E não sei lidar muito bem com ele. Tenho medo de amar e magoar, de ser amada e magoada. Tenho medo de tanta coisa... Sou aquela que quer decidir o que fazer da vida e quer fazer isso direito. Aquela aspirante a Historiadora e que gosta muito, mas sempre tem um pouco de dúvida. Mas, falar de si mesmo é parcial demais, deixo para os que me conhecem e ainda assim me compram! Por Camila.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

The Voice


    Ela não sabia exatamente com o que devia se importar naquele momento. O arrepio que a voz da outra causara nela tinha deixado-a em êxtase, e tudo isso, apenas por uma voz, que lhe falava ao telefone. Uma voz que agora já poderia ser identificada, uma voz que a tinha feito estremecer em uma noite. Noite dessas em que ela saía do quarto para atender a outra com mais privacidade, na varanda. Os ventos frios nem a incomodavam, eram relaxantes, e ali, naquele lugar, ela podia sorrir quando a voz a deixasse envergonhada. No canto escuro daquela varanda, ela podia desejar que a voz lhe falasse ao pé do ouvido, podia imaginar o hálito quente da voz ao falar-lhe com os lábios próximos dos seus. Podia também escutar aquele sotaque e se concentrar nele, sorrindo quando ele fosse bonito, ou engraçado.
    Ficava imaginando como seria o sorriso, aquela voz sorrindo. Ah... Aquela voz! Ah... Aquele sotaque! Ah! Aquele hálito que tanto imaginava, que respiraria junto dela, que a faria arrepiar-se, quando próximo do seu pescoço ou da sua orelha. E a voz, a voz lhe diria coisas, coisas que ela queria ouvir, coisas que até então só escutara pelo telefone. Se perguntava qual seria o sabor daquele hálito, daquela voz. Podia imaginar o cheiro daquela voz e seu corpo ficava estranho, estranho de um jeito bom, tremores, arrepios, aquele famoso frio na barriga. Mas, quando isso lhe acontecia, ela temia uma nova decepção, e se contentava com aquelas sensações que por si só já eram boas. Segurava-se, tentava controlar suas emoções, não deixar que elas ficassem tão "a flor da pele". Mas, aquela voz...
    Nos últimos dias aquela voz lhe trouxera sentimentos tão bons. Ela passava o dia pensando se ouviria aquela voz mais à noite. Pensava no que a voz lhe diria e ensaiava as suas reações, assim como o que responderia a ela.
    Ás vezes no meio de uma aula cansativa, se pegava imaginando as sensações, podia sentir em sua imaginação os lábios, donos daquela voz, a beijar-lhe o pescoço com calma, com delicadeza. Aqueles mesmos lábios beijariam então a região próxima a sua orelha e sorriria ao sentir que ela se arrepiava com isso. Os dedos dela, acariciariam o pescoço da dona daqueles lábios, donos da voz. Sentiria a pele dela se arrepiar, assim como a sua já estaria. Seus olhos se fechariam involuntariamente, como num transe, de modo que ela se concentraria nos toques daqueles lábios, tão desejados lábios. Quando se dava conta, havia perdido alguns minutos da aula, e sentia-se levemente arrepiada, apenas com a imaginação, apenas por pensar na voz. Ah... A voz! Nunca se sentira assim por uma voz, o sotaque daquela talvez ajudasse, mas, s voz lhe permitia tantos pensamentos. Talvez fosse concluir um dia... Que a voz era somente uma voz, não como qualquer outra, mas voz. Os lábios, eram apenas lábios, o dono, na verdade, era só mais uma pessoa. E a história, somente mais uma história.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sabe como?

Sabe aquele momento em que você toma consciência de que se você não mudar a sua maneira de enxergar certas coisas, sua vida vai continuar a mesma, sempre? Você continuará essa metade de si mesmo, que anda por aí como se sequer vivesse, mas vive. Essa metade que sonha em ser completa um dia, mas ao invés de procurar dentro de si mesma a sua outra metade, vive buscando em outras pessoas. As pessoas não deveriam tentar completar umas às outras, elas tem que complementar! Uma relação deveria ter dois inteiros e não duas metades.

Top 10 da Semana.

  • 1º Músicas - Marcelo D2, Los Hermanos, Chico Buarque
  • 2º Livros - Leite Derramado
  • 3º Pessoas - Eduardo, Pedro, Jessyca, Leka
  • 4º Filmes - Sociedade dos Poetas Mortos
  • 5º Séries - Star Trek, One Tree Hill
  • 6º Comidas - Pizza
  • 7º Poema - Poema de Sete Faces
  • 8º Bebidas - Fanta Uva
  • 9º Lugar - Casa do Eduardo, Pizzaria
  • 10º Pensamento - "Iaiá, se eu peco é na vontade de ter um amor de verdade, pois é."
Ocorreu um erro neste gadget

Leitores *