' Camila, por Camila.

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Citando Clarice já de início, diria que 'minha alma tem o peso da palavra nunca dita.' Com um pouco de ousadia diria ainda que 'a palavra é meu domínio sobre o mundo!' Mais! Diria que sou compulsiva com coisas que gosto, como livros, filmes, séries, fotos, entre tantas outras. Gosto de muito mais coisas do que não gosto. Sou facilmente conquistada, e não sou tão fácil de desconquistar. Para escrever, me considero muito mais subjetiva, na vida muito mais objetiva. Posso dizer que amo, amo os amigos, os que me amam, e mesmo os que não amam. Mas, me assusto com o amor, acho o amor forte demais, grande. E não sei lidar muito bem com ele. Tenho medo de amar e magoar, de ser amada e magoada. Tenho medo de tanta coisa... Sou aquela que quer decidir o que fazer da vida e quer fazer isso direito. Aquela aspirante a Historiadora e que gosta muito, mas sempre tem um pouco de dúvida. Mas, falar de si mesmo é parcial demais, deixo para os que me conhecem e ainda assim me compram! Por Camila.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Para a sua Felicidade Instantânea, ou não.

Seria mentira dizer que gostei de você assim que nos conhecemos. Seria errado te esconder que te achei extremamente chato e antipático naquele dia, esconder que odiei o seu jeito de se afastar dos outros, e principalmente de não se aproximar de mim. Por isso, não escondi, te disse isso de diversas maneiras e tantas vezes, mas, sempre entendi que isso não tinha em você a mesma importância que em mim.

Tudo bem, nunca fomos próximos mesmo, vivi muito tempo sem a sua presença aqui, e continuei vivendo da mesma maneira.. sem você.

Te conhecer foi pra mim uma incógnita, ainda hoje não sei porque diabos, o destino te colocou no meu caminho. Fizemos diferença um no outro? Tocamos o coração um do outro de alguma maneira? Ou mesmo o pensamento, a razão, visão de mundo, sei lá. Política. Que seja! O que foi que eu fiz na sua vida? Te ajudei quando precisou? Acho que sim.

Quando nos aproximamos e passamos a conversar mais, eu já sabia que não seria mais do que o seu ombro amigo, como acabei sendo. E não esperava mais do que isso. Não esperava um conto de fadas, não acredito nisso e você sabe. Não esperava que nada de bom acontecesse comigo, mesmo porque, você sabe né.

Só queria mesmo te ajudar, queria que você não se sentisse tão triste, tão sozinho, traído, substituído... Não queria que você se sentisse, como eu me sentia. Queria que você enxergasse aquilo tudo que eu enxergava em ti. Aquilo que eu não tive tempo de enxergar antes desse momento. Queria falar de poesia e de poetas com você. Falar de música, falar de vida, compartilhar pensamentos! Quis cantar à você, e cantei, mesmo que mal treinada. Quis fazer parte da sua vida, ter momentos com você e saber do que se passava em sua mente.

Não me importava, e nem me importo que você não quisesse participar disso da mesma maneira que eu. Eu poderia ter a sua amizade pra sempre, poderia te dar conselhos, te ouvir, e ainda aceitar seus conselhos. Poderia discutir com você sobre a minha vida, e sobre a sua. Poderia te ajudar a conquistar o seu amor, ou a esquecer uma ilusão. Não sei, talvez eu esteja tendo-me por mais forte do que realmente sou, é possível. Conservaria a sua amizade por quanto tempo você quisesse e meus ombros estariam ali, assim como meus ouvidos e meu olhar também. Poderia te aquecer com palavras, com as mesmas te esfriar quando necessário, mas, nunca com elas te julgar. Faria-te previsões astrológicas, e riria delas contigo, te ajudaria a interpretá-las, como fiz tantas vezes. Viraria noites jogando fora nossa prosa, e te mostrando a música em mim, como também já virei.

Eu não vou ser hipócrita, você bem sabe o quanto eu odeio hipocrisia. Não vou mentir que, às vezes, deitada em minha cama, antes de dormir, desejei que você se interessasse por mim, mais do que pela outra que hoje te dá migalhas. Desejei que você me enxegarsse como algo mais que seu ombro amigo. Desejei que você visse em mim, o mesmo que sua família. Desejei o seu jeito fechado, calado, e também o seu sentimento, seu carinho. O seu jeito de gostar de medidas sempre me atraiu. E digo ainda que no meu mais íntimo pensamento, imaginei toda uma vida que viveríamos. Imaginei os almoços familiares no domingo, os passeios no sítio, os tantos filmes que assistiríamos, os shows... Imaginei tanto, que daria uma meia vida narrada aqui. Desnecessário, não vai mesmo acontecer. E ainda que aconteça, não teria o mesmo valor.

Não teria, a partir do momento em que você não viu, do momento em que você não sentiu. Do momento em que você, deixou, escolheu, sofreu, esqueceu, sofreu, desculpou, voltou, decidiu e assumiu. Não esperava que sua última atitude fizesse essa diferença pra mim, mas fez. Não acredito, que você irá encontrar o que sempre quis e desejou nos olhos que escolheu, nem nas palavras que esses lábios dirão, faltará ouvidos para as suas palavras. Faltará coração para todo o seu sentimento, coração esse que não pertenceu a você, e hoje ainda eu não sei se pertence. Quem sabe, não é?

Não te desejo isso, desejo que seus olhos se encontrem e você se sinta completo, desejo que o encaixe dos seus lábios seja perfeito, desejo que seus corações se aqueçam, que seus desejos queimem de um jeito bom, desejo que você sinta arrepios com uma voz ao pé do ouvido, e que se sinta muito especial do lado dela. Não porquê ela seja especial, nem porque ela mereça tudo isso, e todo o seu coração, não! Desejo porque é você quem merece, mesmo que às vezes não mereça. É você quem sente, é você e só você que merece felicidade e paz nessa relação. Você pode suprir dela as carências que sempre sentiu, mas, eu te amaria, eu saberia amar o seu mau-humor de segunda.

Não! Não direi que me apaixonei por você, e nem que sou apaixonada por você, seria fútil, vazio. Posso dizer que gostaria de te vivido contigo, um momento, um vida, não sei.

Direi que eu ainda hoje queria ser sua amiga, gostaria de não ter sido excluida de sua vida como fui, mas, é assim que acontece, e como já disse, nunca acreditei em contos de fadas, mesmo que os ache lindos. Eles não são mesmo pra mim. Shakespeare faz mais o meu estilo, só que sem as mortes. RS.

Espero que a sua felicidade não seja instantânea, e que você não mais enxergue o que eu tanto desejei que enxergasse aqui. Agora já não encontro sentido nisso, e nem sei se um dia eu voltarei a encontrar. Talvez você seja só mais uma pessoa que passou. Deixou lembranças, mas, passou... E ainda não sabe se volta.


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2 comentários:

  1. Adorei. Muitas vezes, isso acontece comigo também. Desejar o bem, apesar de querer aquele bem pra si. Ser humano é mesmo complicado, né? :/
    Beijos!

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  2. Minha cara... Já fiz este papel muitas vezes, ele sempre acaba do mesmo jeito: Em algum escrito solitário que no meu caso, ninguém lia.
    Bom, eu não devo aconselhar... Acabei me tornando uma pessoa mais fria e talvez mais egoísta, hj, passo por inúmeras confusões mentais, e talvez seja por isso... Não me identifico mais em mim mesmo... Há algo estranho que me rodeia...
    Só posso te dizer: Não faça nada estúpido, não sofra de mais, não se humilhe e não deixe de ser a boa pessoa que provavelmente é.
    Beijos!

    limbosocial.blogspot.com

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