' Camila, por Camila.

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Citando Clarice já de início, diria que 'minha alma tem o peso da palavra nunca dita.' Com um pouco de ousadia diria ainda que 'a palavra é meu domínio sobre o mundo!' Mais! Diria que sou compulsiva com coisas que gosto, como livros, filmes, séries, fotos, entre tantas outras. Gosto de muito mais coisas do que não gosto. Sou facilmente conquistada, e não sou tão fácil de desconquistar. Para escrever, me considero muito mais subjetiva, na vida muito mais objetiva. Posso dizer que amo, amo os amigos, os que me amam, e mesmo os que não amam. Mas, me assusto com o amor, acho o amor forte demais, grande. E não sei lidar muito bem com ele. Tenho medo de amar e magoar, de ser amada e magoada. Tenho medo de tanta coisa... Sou aquela que quer decidir o que fazer da vida e quer fazer isso direito. Aquela aspirante a Historiadora e que gosta muito, mas sempre tem um pouco de dúvida. Mas, falar de si mesmo é parcial demais, deixo para os que me conhecem e ainda assim me compram! Por Camila.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Covardes? Cansados? Vai saber.

Tenho estudado muito Literatura nesses últimos meses, e um dos temas mais recorrentes em meus exercícios é o Romantismo. Amadas extremamente idealizadas, perfeitas, de pele clara, vestido branco, vento batendo em seus cabelos louros, além muito virginais e principalmente, INATINGÍVEIS! Há no Romantismo uma busca incessante do personagem ou eu-lírico por sua realização amorosa, sempre inalcançável! Isso me fez parar pra pensar um pouco no que eu vivo.
Cara, as heroínas românticas vivem em busca do seu grande amor, puro e verdadeiro. O que seria de mim se fosse uma personagem dessa fase? Provavelmente viveria em busca de uma causa perdida. Não por falta de amores, necessariamente, mas, pelo excesso dele, por sua rapidez, por cada característica imensamente diferente, que faz com que eu rompa com esse Romantismo.
Por outro lado, há uma visão pessimista, na segunda fase, O Mal do Século, uma depressão que muitas vezes chega a ser até mesmo meio macabra, e o eu-lírico deseja sempre a morte, como forma de aliviar a dor de um amor impossível. Essa característica, apesar de mais interessante, é pra mim, decididamente estúpida, onde foi parar aquela coisa de correr atrás do que se deseja? Em qual dimensão a morte é a solução para o seu amor mal resolvido (ou inatingível, que seja!)? Não há solução na morte, o desejo da morte é apenas uma escolha de pessoas que perderam a fé, se cansaram de tentativas frustradas e que nunca dão em nada. Poderia dizer que escolher a morte é coisa de covardes, mas é impossível medir a dor e a fé de uma pessoa. É injusto decidir se uma pessoa é covarde, simplesmente porque ela se cansou de tentar encontrar saídas para problemas que insistem em aparecer. Cada vez mais, aos montes, sem pedir licença ou dar aviso prévio. É injusto não entender que pessoas se cansam e que a vida às vezes piora, piora numa dimensão que é possível que algumas pessoas percam a fé e desejem se entregar. Não por covardia, mas por falta de forças para continuar.

Um comentário:

  1. Falta de forças pra continuar... Acho que essa é a verdadeira razão para alguem desistir da própria vida. É triste, mas real. Na hora da dor é dificil parar pra pensar, tudo que se quer é acabar com ela de qualquer modo.

    Beijo grande pra voce :)

    http://karolinier.blogspot.com.br/

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  • 1º Músicas - Marcelo D2, Los Hermanos, Chico Buarque
  • 2º Livros - Leite Derramado
  • 3º Pessoas - Eduardo, Pedro, Jessyca, Leka
  • 4º Filmes - Sociedade dos Poetas Mortos
  • 5º Séries - Star Trek, One Tree Hill
  • 6º Comidas - Pizza
  • 7º Poema - Poema de Sete Faces
  • 8º Bebidas - Fanta Uva
  • 9º Lugar - Casa do Eduardo, Pizzaria
  • 10º Pensamento - "Iaiá, se eu peco é na vontade de ter um amor de verdade, pois é."
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